UFBA - UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA


CATALOGAÇÃO DE TESES E DISSERTAÇÕES.
TIPO DE TRABALHO DE CONCLUSÃOTESE
ANO DEFESA
15/04/2013
INSTITUIÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA.
TÍTULO
COMPOSIÇÃO E CAPOEIRA: DINÂMICAS DE COMPOR ENTRE MÚSICA E MOVIMENTO.
AUTOR
GUILHERME BERTISSOLO
RESUMO
Esta tese enfoca uma pesquisa experiencial sobre a complexa articulação entre música e movimento, seus usos e funções em um escopo de obras musicais, no sentido de plasmação de processos composicionais. Essa articulação ocorreu a partir de um contexto onde estas instâncias não são conceitualmente distintas: a Capoeira Regional. As conexões foram empreendidas com base em quatro conceitos não mutuamente excludentes: Ciclicidade, "Incisividade", Circularidade, e "Surpreendibilidade". Inicialmente, abordamos diversas incursões teóricas no domínio da relação entre música e movimento, com especial enfoque nas concepções concernentes à aplicação de metáforas conceituais e esquemas imagéticos baseados na experiência corporal. Através da imersão no universo da Capoeira Regional, pudemos estabelecer uma série de diálogos sujeitos e ideias, que mediaram inferências no domínio da experiência. Essas inferências foram formalizadas nas quatro noções do arcabouço conceitual, que veiculam aspectos de música e movimento em uma articulação complexa. O arcabouço conceitual foi aferido por experimentos composicionais que mobilizaram ideias, materiais e processos relacionados ao contexto da Capoeira Regional. Foram compostas duas séries de obras no domínio dessa pesquisa, m'bolumbümba e Fumebianas. Essas obras veicularam diversos aspectos da relação entre música e movimento na Capoeira Regional. A primeira série foi discutida pelos níveis do Ciclo de Vida da Composição, de Laske, e a segunda, no esforço de elencar processos gerais de composição.
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NOTAS
TIPO DE TRABALHO DE CONCLUSÃO: TESE
ANO DEFESA
31/01/2014
INSTITUIÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
TÍTULO
COMPOR NO MUNDO: UM MODELO DE COMPOR MÚSICA SOBRE BASES FENOMENOLÓGICAS
AUTOR
PEDRO AMORIM DE OLIVEIRA FILHO
RESUMO
O presente trabalho propõe um modelo conceitual do ato de compor música. Esse modelo pode ser resumido na seguinte fórmula genérica: “compor é processar materiais gerando uma forma num contexto”. A partir dessa fórmula organizo o modelo em duas instâncias: os “aspectos internos” de compor (material, processos e forma) e suas “condições externas”. Essas condições seriam: o contexto onde a composição se dá (“o Mundo”) e a relação do compositor com o mundo-da-vida, a que me refiro como inspiração. Esses cinco termos (material, processos, forma – contexto e inspiração) são estudados sob uma dupla perspectiva: a observação arqueológica (investigando as descontinuidades históricas da ideia de “compor música”) e uma “escuta” fenomenológica (tratando esses termos como aspectos essenciais e investigando a intencionalidade no ato de compor). Por fim apresento uma série de referências à “composição mundana”, recorrendo a exemplos de atos e falas de compositores notórios e apresentando um catálogo de obras minhas, que seguem essa linha de ação/pensamento.
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Plataforma Sucupira. Acessado em 09/10/2017
NOTAS
TIPO DE TRABALHO DE CONCLUSÃO: TESE
ANO DEFESA
08/06/2015
INSTITUIÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
TÍTULO
UM COMPOR-EMARANHADO: COMPOSIÇÃO, TEORIA E ANÁLISE AO LONGO DE LINHAS.
AUTOR
PAULO OLIVEIRA RIOS FILHO
RESUMO
O presente trabalho surgiu, inicialmente, ao longo de um percurso de interesse, observação e acompanhamento de meu próprio processo criativo, através do emprego de certas estratégias e ferramentas etnográficas (e.g., diário de campo, gravações, entrevistas, rascunhos, anotações, etc), buscando a análise desse processo e, por fim, a reflexão/transformação do (meu) próprio compor. O caminho trilhado, ele mesmo, acabou apontando na direção de outros percursos, que foram, assim, também traçados: a) uma revisão do estatuto de pesquisa em composição musical, nos termos da existência de um circuito incessante (e de velocidades e ritmos variados) da teoria com a prática; b) a reflexão acerca da teoria do compor, vista, à luz desse circuito, enquanto ‘teoria de um compor com o mundo’—esforço de contemplação e fala feito ao longo de linhas de criação que integram os processos vitais não somente de um compor, mas também do emaranhado de trajetórias, forças, e fluxos do mundo; c) uma discussão mais direta sobre esse percurso de interesse, observação e acompanhamento do processo criativo, no sentido de associar esse trajeto a uma prática de ‘viagem atentiva’ feita ao longo das linhas e forças de um fazer-música (de uma ‘obra’, de uma sessão de improvisação, de um compor, etc); e d) o que, por fim, acabou resultando na criação das (anti-)análises da tese, que, a partir dessa viagem de atenção e acompanhamento feita com o processo e com a ‘obra’ analisados, são elas próprias a extensão dos fluxos de criação perseguidos, como uma continuação desse emaranhado ‘obra-processo’ investigado. No que tange, primeiro, a pesquisa em composição musical e o circuito teoria/prática, o que é rascunhado é uma espécie de metateoria do compor, considerada em torno da noção de composicionalidade, de Paulo Costa Lima, bem como de alguns estudos recentes na área da ‘pesquisa artística’ e da ‘prática como pesquisa’. Depois, já com relação ao tecimento da ideia de uma teoria feita ‘com um compor com o mundo’, é o antropólogo britânico Tim Ingold e os filósofos Gilles Deleuze e Félix Guattari, que ajudam a iluminar o percurso disso que chamo de um movimento de ’contemplação e fala’ ao longo de um compor. Esses traçados múltiplos levaram a uma revisão do papel da análise dentro da pesquisa em composição musical, no sentido de propor/criar para a ’análise composicional’ um outro horizonte paradigmático, focado em perseguir as linhas em movimento do ‘compor-emaranhado’ ou do fazer-música investigado. Finalmente, tudo isso acabou sendo atualizado, no caso particular desta tese, ao longo dos textos analíticos propostos no último capítulo, com as (anti-)análises de obras criadas durante o doutorado, principalmente a partir do emprego de posturas e ferramentas (auto-)etnográficas, o que, por sua vez, afeta o próprio compor em circuito com a produção desses textos.
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Plataforma Sucupira. Acessado em 09/10/2017
NOTAS
TIPO DE TRABALHO DE CONCLUSÃOTESE
ANO DEFESA
01/03/2016
INSTITUIÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
TÍTULO
COMPOSIÇÃO E EXECUÇÃO MUSICAL NA BATERIA: UMA ABORDAGEM INTEGRADA
AUTOR
KARLA EVA PFUTZENREUTER
RESUMO
Esta pesquisa teve como finalidade geral investigar o papel da composição enquanto processo generativo na bateria. Na primeira fase da pesquisa analisamos possíveis notações musicais para o instrumento (notação tradicional ocidental; Time Unit Box System; sequências binárias; tablaturas; diagramas de relógio; polígonos; estrelas rítmicas; Clockwise Distance Sequence; subconjunto), os papeis da composição e da improvisação, assim como técnicas composicionais. Elaboramos uma coletânea de técnicas composicionais provindas dos estudos de Harrison (1996), Chaffee (1993) e Pearce (2009) e aplicáveis para a bateria: deslocamento (interno, linear, interno composto e combinado); modulação rítmica; linear drumming; ritmos aditivos/divisivos; aumentação/diminuição; ritmos simétricos e pergunta e resposta. Na segunda fase realizamos um estudo descritivo, no qual implementamos um survey corte-transversal para professores e estudantes de bateria em 15 instituições superiores brasileiras de música. Corroborando com a nossa hipótese, a amostra (n = 42) apresentou uma maior preferência para a improvisação (I) e a reprodução (R) do que para a composição (C) para obter uma ideia musical (I = 13.5; 32.1 %; R = 18.5; 44%; C = 2.5; 8.9 %) e para desenvolvê-la (I = 22; 52.4; R =: 12.5; 29.8 %; C = 4; 9.2 %). Entretanto, a amostra demonstrou interesse na composição na bateria (28; 66.6 %), relatando, porém, uma lacuna no conhecimento de técnicas composicionais na bateria (35; 83.3 %) e apontando a uma falta de material didático direcionado a este assunto (30; 71.4 %). Na terceira fase realizamos um estudo exploratório correlacional, no qual conduzimos experimentos composicionais com o toque afro-brasileiro ijexá na bateria, aplicando técnicas composicionais da coletânea elaborada previamente. Na quarta fase realizamos uma gravação dos trechos compostos na bateria e refletimos o processo da composição, da apropriação e dos resultados sonoros a partir da perspectiva do baterista-performer. Através dos experimentos composicionais provamos que técnicas composicionais conhecidas de contextos ditos eruditos (e.g. música coral medieval, dodecafoninsmo e contraponto) ou aplicadas para outros instrumentos de alturas determinadas, podem contribuir para a construção de um repertório técnio- teórico do baterista e dar subsídio a um processo musical generativo conceituado como alternativa para a improvisação e a reprodução. A aplicação das técnicas composicionais às partes originais do ijexá resultaram em levadas com relação idiomática com o original, em diversas possibilidades de aplicação criativa (combinações), e em levadas com níveis de dificuldade elevados no que tange a exatidão rítmica e a coordenação motora. Nesta pesquisa buscamos fazer uma ponte entre áreas comumente separadas, tais como composição e performance ou música popular e música erudita e adotamos uma perspectiva que ultrapassa fronteiras instrumentais e estilísticas.
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Plataforma Sucupira. Acessado em 16/11/2017
NOTAS
TIPO DE TRABALHO DE CONCLUSÃO: DISSERTAÇÃO
ANO DEFESA
08/09/2015
INSTITUIÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
TÍTULO
O RITMO COMO UM ARTICULADOR DE GESTOS E PROCESSOS COMPOSICIONAIS NA PERSPECTIVA DE UM DIÁLOGO COM A CAPOEIRA
AUTOR
VINICIUS BORGES AMARO
RESUMO
O presente trabalho busca avançar no entendimento da importância das construções rítmicas como ferramentas composicionais, imaginando e mesmo materializando relações entre o universo da capoeira, a partir do trabalho de Bertissolo (2013) e os quatro conceitos que estabelece como síntese — ciclicidade, incisividade, circularidade e surpreendibilidade —, e a teoria do ritmo, tomando as noções de gesto e de processo como alavancas ou catalisadores dos experimentos a serem realizados, e consequentemente, do próprio traçado da investigação, focalizando a produção de quatro obras musicais e um memorial analítico-descritivo que sintetizem todo o percurso delineado pela pesquisa.
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Plataforma Sucupira. Acessado em 08/10/17
NOTAS
TIPO DE TRABALHO DE CONCLUSÃO: DISSERTAÇÃO
ANO DEFESA
18/08/2016
INSTITUIÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
TÍTULO
BAIXOCONTRABAIXO: A LINGUAGEM TÍMBRICA IDIOMÁTICA DO BAIXO ELÉTRICO APLICADA À COMPOSIÇÃO EM NADA É TUDO
AUTOR
GILMARIO CELSO BISPO DE JESUS
RESUMO
O presente trabalho trata da elaboração e apresentação de modelo de composição com base na sistematização dos recursos tímbricos e idiomáticos do Baixo elétrico de quatro cordas em sua integralidade. O estudo propõe a premissa da Linguagem Tímbrica Idiomática do Baixo elétrico (LTIBe), que consiste em plataforma metodológica para o compor constituída de três componentes principais: 1) Tipologia de base organológica; 2) Recursos técnicos idiomáticos; e, 3) Componentes de efeitos estendidos. A Tipologia de base organológica consiste em categorizar a qualidade tímbrica com base na anatomia dos diferentes tipos de Baixos elétricos, em particular os modelos de quatro cordas; os recursos técnicos idiomáticos tratam das principais técnicas idiomáticas e estendidas do instrumento; e os componentes de efeitos estendidos são exatamente os pedais de efeitos e o E-bow (“arco elétrico”). A interação entre esses três componentes implicou na elaboração das matrizes tímbricas, em última análise a própria plataforma LTIBe. Para desenvolver a pesquisa, foi feita revisão de literatura sobretudo acerca do timbre e do Baixo elétrico, dentre os quais se destacam os escritos de Stephen McAdams (2013), Bruno L. Giordano (2010), Alfred Schnittke (2002), Wayne Slawson (1981), Luis L. Henrique (2002), Peter Kivy (2007), Chris Kringel (2014), Colin Gough (2010), Jim Roberts (2003), Tony Bacon & Barry Moorhouse (1995), Adrian Ashton (2006), David Huron & Jonathon Berec (2009), Paulo C. Lima (2012), Fernando Cerqueira (2007), Jamary Oliveira (1992), Lúcia Santaella (2005), Karl Koryat (1999), em abordagem que resultou na obra “Nada é Tudo” – composição inédita para quinteto de Baixos elétricos –, no seu memorial analítico-descritivo – contemplando todo o processo composicional da obra –, e no mapeamento tipológico dos Baixos elétricos e componentes de efeitos estendidos.
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Plataforma Sucupira. Acesso em 09/10/2010
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