Sobre a catalogação
O percurso de busca, coleta e catalogação de trabalhos acadêmicos relacionados à pesquisa artística, aqui apresentado, concentrou-se em duas fontes: a) anais de congressos da ANPPOM - Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música, desde o ano de 2010 até o de 2017; e b) teses e dissertações produzidas em cursos de pós-graduação em música, no país, em onze universidades públicas.
Como explicado na seção SOBRE deste sítio, não se trata aqui exatamente de apresentar uma catalogação de trabalhos representativos ou convictamente alinhados a isso que hoje se chama de Pesquisa Artística (PA). Ao nos utilizarmos de um único critério para fazer a seleção dos trabalhos que integram este banco de texto - a saber, a centralidade e importância que tem, para um determinado trabalho, a análise ou descrição de obras e/ou processos artísticos de seu próprio autor -, estamos simplesmente apontando, de maneira mais ou menos assertiva, locais e instâncias individuais onde há pelo menos um gesto significativo de aproximação para com, digamos, o objetivo fundamental da PA, que é o estabelecimento de uma cultura de pesquisa, no campo acadêmico das artes, que valorize justamente a movimentação por trilhas de descrição, reflexão, análise e discussão traçadas a partir dos processos criativos (e, em outra instância, também das obras) do próprio pesquisador; ou, ainda, onde a própria criação artística constitua os termos da pesquisa, sem a necessidade absoluta de haver outros resultados de pesquisa, além da obra criada.
Há portanto que se levar em consideração o fato de que outros aspectos são importantes no estabelecimento dessa nova cultura de pesquisa, e que, por isso, a presente catalogação não é - e nem pretende ser - terminante. Aspectos teóricos, filosóficos e epistemológicos da própria PA, aspectos metodológicos, as diferenças, com relação às pesquisas tradicionais, no próprio fazer-pesquisa, nas estratégias, nos procedimentos e nos valores atrelados à prática investigativa, por exemplo. Tudo isso é relevante para o debate sobre a PA. Ou seja, não podemos dizer que estamos catalogando trabalhos de PA se não levarmos em conta, durante o processo de catalogação, toda a discussão, em sua multiplicidade de aspectos, acerca do que seria de fato essa nova cultura de pesquisa, própria do campo das artes.
O objetivo, com o presente banco de textos, é primeiro incentivar o debate sobre a pesquisa em artes, na academia brasileira, tomando a PA como um caminho possível e viável para o desenvolvimento da área e para a definição de uma identidades (ou de identidades) de área; depois, num segundo momento da pesquisa, relacionar o conhecimento movimentado com a criação e a pesquisa artística - e os modos de movimentação desse conhecimento na academia - com práticas pedagógicas de ensino de música, a partir da experiência criativa e com ela. Portanto, trata-se, desde o primeiro objetivo, de fomentar e tomar parte no debate sobre o desenvolvimento da área das artes na academia, inclusive no que tange a seu viés educacional, no caso desta pesquisa, especificamente com relação à educação musical.
É importante frisar ainda que, quanto aos trabalhos dos oito últimos congressos nacionais da ANPPOM, foi feito ainda, a partir da análise dos artigos publicados, um esforço de definição de subgrupos temáticos dentro da área da composição musical, ajudando a organizar o material catalogado e a melhor distinguir quais os trabalhos que estariam mais afinados com esse pressuposto fundamental da PA, a "autoanálise".
Propomos, assim, a classificação dos artigos da ANPPOM em três tipos, cada um deles com alguns subtipos.
CLASSIFICAÇÃO
São três os tipos, aqui propostos, de trabalhos acadêmicos encontrados na área de composição musical nos últimos oito congressos nacionais da ANPPOM: (1) Autoanálise/autorreferenciamento, (2) Teoria do compor e (3) Musicologia da Música Nova. O primeiro tipo (mais alinhado à cultura da PA), por ser alvo direto do presente projeto de pesquisa, terá seus respectivos trabalhos catalogados em postagens separadas, uma por edição do Congresso da ANPPOM — abaixo pode se encontrada uma rápida descrição deste tipo, para ajudar na contextualização dos outros. Os outros dois tipos (Teoria do compor e Musicologia da Música Nova) são descritos com maior detalhe, têm seus subtipos apresentados e contém as suas listas de artigos, AQUI.
Autoanálise/autorreferenciamento
Por trabalhos alinhadas a essa prerrogativa fundamental da pesquisa artística, entende-se todo e qualquer trabalho acadêmico que tome, como principal objeto de pesquisa, o processo criativo do próprio autor e/ou seus resultados (obras, partituras, performances, análises, etc). Um trabalho aqui incluído nesta categoria pode se desdobrar em assuntos de teoria, discutidos à luz de outros autores, ou não. Pode, ainda, ter como principais resultados a própria obra criada, um documento textual produzido sobre o processo - ou produto de outra natureza que articule verbal e/ou visualmente aspectos desse processo - ou ainda, conjuntamente, ambos.
Teoria do compor
Um trabalho é classificado como do tipo 'teoria do compor' (ou 'teoria da composição') quando tem como principal objeto de pesquisa a formulação ou revisão sistemática de conteúdos e assuntos de caráter filosófico, técnico e/ou tecnológico intrinsecamente ligados à composição musical e suas práticas.
Os subtipos propostos para esta classificação são os seguintes:
a) Conceitual/Filosófico
b) Analítico/Técnico
c) Procedimental/Tecnológico
Musicologia da Música Nova
Um terceiro tipo de classificação de trabalhos acadêmicos proposto é o da musicologia da música nova, abrangendo aqui trabalhos de pesquisa cujo principal objeto é uma obra, um conjunto de obras, a biografia ou a práxis de compositores associados à música contemporânea, música nova, música moderna, música dos séculos XX e XXI, etc.
Para acessar o catálogo de artigos da ANPPOM associados a estes dois últimos tipos, clique aqui.
Para acessar o catálogo de artigos da ANPPOM associados ao primeiro tipo, da autoanálise/autorreferenciamento, clique aqui. Para acessar as teses e dissertações de universidade brasileiras alinhados também a este primeiro tipo, clique aqui.
Como explicado na seção SOBRE deste sítio, não se trata aqui exatamente de apresentar uma catalogação de trabalhos representativos ou convictamente alinhados a isso que hoje se chama de Pesquisa Artística (PA). Ao nos utilizarmos de um único critério para fazer a seleção dos trabalhos que integram este banco de texto - a saber, a centralidade e importância que tem, para um determinado trabalho, a análise ou descrição de obras e/ou processos artísticos de seu próprio autor -, estamos simplesmente apontando, de maneira mais ou menos assertiva, locais e instâncias individuais onde há pelo menos um gesto significativo de aproximação para com, digamos, o objetivo fundamental da PA, que é o estabelecimento de uma cultura de pesquisa, no campo acadêmico das artes, que valorize justamente a movimentação por trilhas de descrição, reflexão, análise e discussão traçadas a partir dos processos criativos (e, em outra instância, também das obras) do próprio pesquisador; ou, ainda, onde a própria criação artística constitua os termos da pesquisa, sem a necessidade absoluta de haver outros resultados de pesquisa, além da obra criada.
Há portanto que se levar em consideração o fato de que outros aspectos são importantes no estabelecimento dessa nova cultura de pesquisa, e que, por isso, a presente catalogação não é - e nem pretende ser - terminante. Aspectos teóricos, filosóficos e epistemológicos da própria PA, aspectos metodológicos, as diferenças, com relação às pesquisas tradicionais, no próprio fazer-pesquisa, nas estratégias, nos procedimentos e nos valores atrelados à prática investigativa, por exemplo. Tudo isso é relevante para o debate sobre a PA. Ou seja, não podemos dizer que estamos catalogando trabalhos de PA se não levarmos em conta, durante o processo de catalogação, toda a discussão, em sua multiplicidade de aspectos, acerca do que seria de fato essa nova cultura de pesquisa, própria do campo das artes.
O objetivo, com o presente banco de textos, é primeiro incentivar o debate sobre a pesquisa em artes, na academia brasileira, tomando a PA como um caminho possível e viável para o desenvolvimento da área e para a definição de uma identidades (ou de identidades) de área; depois, num segundo momento da pesquisa, relacionar o conhecimento movimentado com a criação e a pesquisa artística - e os modos de movimentação desse conhecimento na academia - com práticas pedagógicas de ensino de música, a partir da experiência criativa e com ela. Portanto, trata-se, desde o primeiro objetivo, de fomentar e tomar parte no debate sobre o desenvolvimento da área das artes na academia, inclusive no que tange a seu viés educacional, no caso desta pesquisa, especificamente com relação à educação musical.
É importante frisar ainda que, quanto aos trabalhos dos oito últimos congressos nacionais da ANPPOM, foi feito ainda, a partir da análise dos artigos publicados, um esforço de definição de subgrupos temáticos dentro da área da composição musical, ajudando a organizar o material catalogado e a melhor distinguir quais os trabalhos que estariam mais afinados com esse pressuposto fundamental da PA, a "autoanálise".
Propomos, assim, a classificação dos artigos da ANPPOM em três tipos, cada um deles com alguns subtipos.
CLASSIFICAÇÃO
São três os tipos, aqui propostos, de trabalhos acadêmicos encontrados na área de composição musical nos últimos oito congressos nacionais da ANPPOM: (1) Autoanálise/autorreferenciamento, (2) Teoria do compor e (3) Musicologia da Música Nova. O primeiro tipo (mais alinhado à cultura da PA), por ser alvo direto do presente projeto de pesquisa, terá seus respectivos trabalhos catalogados em postagens separadas, uma por edição do Congresso da ANPPOM — abaixo pode se encontrada uma rápida descrição deste tipo, para ajudar na contextualização dos outros. Os outros dois tipos (Teoria do compor e Musicologia da Música Nova) são descritos com maior detalhe, têm seus subtipos apresentados e contém as suas listas de artigos, AQUI.
Autoanálise/autorreferenciamento
Por trabalhos alinhadas a essa prerrogativa fundamental da pesquisa artística, entende-se todo e qualquer trabalho acadêmico que tome, como principal objeto de pesquisa, o processo criativo do próprio autor e/ou seus resultados (obras, partituras, performances, análises, etc). Um trabalho aqui incluído nesta categoria pode se desdobrar em assuntos de teoria, discutidos à luz de outros autores, ou não. Pode, ainda, ter como principais resultados a própria obra criada, um documento textual produzido sobre o processo - ou produto de outra natureza que articule verbal e/ou visualmente aspectos desse processo - ou ainda, conjuntamente, ambos.
Teoria do compor
Um trabalho é classificado como do tipo 'teoria do compor' (ou 'teoria da composição') quando tem como principal objeto de pesquisa a formulação ou revisão sistemática de conteúdos e assuntos de caráter filosófico, técnico e/ou tecnológico intrinsecamente ligados à composição musical e suas práticas.
Os subtipos propostos para esta classificação são os seguintes:
a) Conceitual/Filosófico
b) Analítico/Técnico
c) Procedimental/Tecnológico
Musicologia da Música Nova
Um terceiro tipo de classificação de trabalhos acadêmicos proposto é o da musicologia da música nova, abrangendo aqui trabalhos de pesquisa cujo principal objeto é uma obra, um conjunto de obras, a biografia ou a práxis de compositores associados à música contemporânea, música nova, música moderna, música dos séculos XX e XXI, etc.
Para acessar o catálogo de artigos da ANPPOM associados a estes dois últimos tipos, clique aqui.
Para acessar o catálogo de artigos da ANPPOM associados ao primeiro tipo, da autoanálise/autorreferenciamento, clique aqui. Para acessar as teses e dissertações de universidade brasileiras alinhados também a este primeiro tipo, clique aqui.
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